À semelhança do que fiz com o debate (as chamadas primárias) dos democratas, deixo-vos a sugestão: o primeiro debate dos republicanos na corrida para as eleições de 2008. Cliquem aqui, procurem "Decision 2008" e sigam os dois debates.
terça-feira, 8 de maio de 2007
Parece complicado obter um curso na América
Pois é, se fosse tão difícil obter um curso em Portugal como é fácil perdê-lo na América, algo me diz que uma certa pessoa não teria um certo curso obtido numa certa universidade. Se é que me entendem.
Vejam aqui.
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João Marques
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domingo, 6 de maio de 2007
Fundamentalismo saudável
Cresce em mim uma notável preocupação em relação à legislação antitabaco. Isto tem que ver com as afirmações que, em jeito de sussuro, se vão fazendo quanto a eventuais recuos e cedências perante lobbies pouco representativos da vontade maioritária da população. O que digo, portanto, é que há claramente um conjunto de interesses que se conjugam - tabaqueiras, restauração e lazer e alguns (poucos) fumadores - e que, com um surpreendente mediatismo, têm (aparentemente) colhido apoios no seio do poder político.
Devo confessar que se trata aqui de uma matéria em que eu compreendo, apoio e potencio qualquer fundamentalismo em vista da coercividade quanto à proibição desse nefasto hábito. Sempre e quando o mesmo interfira, por mais mínima que seja a interferência, com o direito ao ar puro de qualquer ser humano. Sejamos claros, este é um daqueles temas que não admitem meios termos, ou somos a favor ou contra a proibição de fumar em locais onde coabitem, trabalhem ou circulem pessoas (com o pressuposto anterior presente como é óbvio). Nem se venha sequer argumentar que (como já ouvi no PP) o consumo de cocaína ou heroína é menos gravoso do ponto de vista da resposta do Estado, leia-se multas, do que o acto "inócuo" de fumar. O que aqui está em causa não é o mal que o fumador provoca "estupidamente" a si mesmo, é antes a repercussão nefasta que atinge todos os terceiros que se vêem obrigados a uma escolha maquiavélica: abandonar o local onde se encontram ou "gramar" com o fumo alheio e com as subsequentes consequências dessa inalação; e isto quando tal opção existe. Se alguém fumar cocaína ou heroína (ou outra substância idêntica) então que se autue de acordo com as contra-ordenações em questão (neste caso duas), é simples.
Da minha parte, que tive o prazer de viver durante um ano num país em que já vigorava a proibição de que se fala, no caso concreto na Itália, deixo aqui o meu testemunho. Posso-vos dizer que não existia entre os clientes habituais de bares, cafés e ou restaurantes qualquer sentimento de descriminação, desrespeito ou perseguição. O que se via sim era um reconhecimento cada vez maior das desvantagens inerentes a este vício e um crescente despertar para a necessidade de abandonar os cigarros, mesmo por via de uma maior auto censura.
Também não me foi visível qualquer amargura por parte do sector da restauração e lazer, os clientes não eram menos, as receitas não baixaram e a proibição não resultou na criação de um corpo de delatores que, qual PIDE, controlariam inelutavelmente os clientes.
Qual o segredo perguntar-se-á, nenhum, bastou uma dose sensível de civismo de todas as partes para participar num esforço que, nunca é demais lembrar, visa a saúde pública e que, exactamente por isso, merece a nossa pequena contribuição.
Assim o que cabe pedir ao poder político é que não recue numa questão que desde sempre foi um marco civilizacional e que hoje se pode tornar num sinal de evolução do nosso país.
A velha lição da liberdade assenta aqui que nem uma luva, "a nossa acaba quando começa a dos outros".
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João Marques
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sábado, 5 de maio de 2007
Reino Unido menos unido
As eleições para o parlamento escocês realizaram-se recentemente. Os resultados, embora não totalmente surpreendentes, vieram dar a vitótria ao partido independentista (Scottish Natinonal Party - SNP). Trata-se não só de um resultado histórico, mas sobretudo de uma demonstração de um sentimento nacionalista que nunca abandonou os escoceses. Quem tem o prazer de conhecer alguém desse belo país sabe concerteza que uma das grandes mágoas que aflige esse povo é a subalternização forçada a que estão vetados face ao domínio inglês. Independentemente do que pensemos julgo que ninguém considerará, como já sugeriram, que se assistirá a uma balcanização da Escócia. Trata-se, contudo, de uma derrota considerável dos trabalhistas, mas sobretudo do reinado britânico.
Para mim, que com honra guardo a amizade de um simpático escocês independentista, é com especial prazer que assisto a estes resultados.
Aqui e aqui
Go Tony
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João Marques
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sexta-feira, 4 de maio de 2007
Até Rufus Wainwright se fartou da América
Vejam aqui o novo video do novo album do autor/intérprete pop americano mais completo da actualidade (na minha modesta opinião).
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João Marques
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17:16
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quarta-feira, 2 de maio de 2007
Portas e Floribela
Uma amiga informou-me de uma curiosa coincidência, Portas e Floribela voltaram no mesmo fim-de-semana.
"E esta hein!?"
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João Marques
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02:24
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O direito ao ar puro - fonte OMS
Os alertas da "fundamentalista" OMS (Organização Mundial de Saúde):
1 – O tabaco mata e provoca doenças graves;
2 – Um ambiente 100% livre de tabaco protege totalmente a população dos riscos graves da exposição ao fumo desta substância;
3 – O direito ao ar puro faz parte dos direitos humanos;
4 – Estatísticas revelam que a proibição de fumar é apoiada tanto por fumadores como por não-fumadores;
5 – Ambientes sem fumo de tabaco são tão bons para negócios como para famílias com crianças;
6 – Ambientes sem fumo dão aos fumadores que estão a tentar deixar de fumar um incentivo para o fazer;
7 – Ambientes sem fumo ajudam a prevenir, principalmente as camadas mais jovens, de começarem a começar;
8 – Ambientes sem fumo de tabaco saem mais baratos.
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João Marques
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02:19
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