Ora aí está, o pior pesadelo de Marques Mendes parece que se vai mesmo concretizar.
Nunca a metáfora desajeitada de Santana Lopes, quando nos brindou com as agressões ao "menino na incubadora", caiu tão bem.
Só resta a Marques Mendes qual "menino guerreiro" começar a cantar:
"Um homem também chora
Menina morena
Também deseja colo
palavras amenas
Precisa de carinho
Precisa de ternura
Precisa de um abraço
da própria candura
Gerreiros são pessoas
são fortes, são frágeis
Gerreiros são meninos
por dentro do peito
Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sonho
que os tornem perfeitos
É triste ver meu homem
guerreiro menino
com a barra do seu tempo
com o nosso ideal
São frases perdidas num mundo
por sobre seus ombros
Eu vejo que ele sangra
Eu vejo que ele berra
a dor que tem no peito
pois ama e ama
Um homem se humilha
se castram seus sonhos
Seu sonho é sua vida
e vida é trabalho
E sem o seu trabalho
o homem não tem honra
E sem a sua honra
morre-se, mata-se
Não dá pra ser feliz,
não dá pra ser feliz..."
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Mau Karma
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João Marques
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terça-feira, 22 de maio de 2007
Boas notícias
"92 por cento dos portugueses apoiam a proibição de fumar nos escritórios e outros locais de trabalho fechados, e 91 por cento defendem a interdição de fumo em todos os espaços públicos fechados, como metro, aeroportos e lojas (a média comunitária em ambos os casos é de 88 por cento de apoio)."
"Uma expressiva maioria dos portugueses (84 por cento) também apoia a proibição de fumar em restaurantes (contra 77 por cento da média comunitária), e mesmo no caso que divide mais a opinião pública europeia, a interdição de fumar em bares e pubs, a medida é apoiada por três quartos dos portugueses (74 por cento), acima da média comunitária (62 por cento)."
Esperemos que o Ministro da Saúde aprecie com parcimónia este relatório e decida em conformidade.
A notícia completa no Sol
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João Marques
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sábado, 19 de maio de 2007
Fado do delator

Ao professor Fernando Charrua:
"De quem não gosto
Até as paredes confessam
E até apostam
Que não gosto de ninguém
Podes fugir
Podes mentir
Não responder também, mas
De quem não gostas
Até as paredes confessam"
Intérprete: Margarida Moreira
Letra e Música: José Sócrates
Editora: Capataz
Se quiser comprar o disco clique aqui.
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João Marques
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quarta-feira, 16 de maio de 2007
Sub Judice
É triste ver gente de nomeada sair do PSD, especialmente da craveira intelectual de Júdice. Agora, não menos triste é ver exactamente o mesmo Júdice a filiar-se tácitamente no P.S. ao tornar-se mandatário de António Costa, por sinal o candidato do principal opositor do PSD. A ordem de valores anda, definitivamente, mudada. Uma tal mudança em tão curto espaço de tempo até dá ideia de que foi motivada por motivos ulteriores. Não acredito nesta hipótese, mas como se sabe, a presunção de inocência na vida pública funciona de forma totalmente oposta à dos tribunais, é da responsabilidade dos "arguidos sociais" provarem a sua inocência.
Sobra em tristeza o que falta em revolta.
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João Marques
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23:55
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Negrão
Pois é, parece que desta é de vez, o candidato do PSD à CM de Lisboa está escolhido.
Um homem, honesto, íntegro, voluntarioso, cinzento, amorfo, sem chama, estou confuso, eu estava a falar de Marques Me.., ah pois Negrão, exacto.
A grande diferença entre Fernando Negrão e Marques Mendes é a estatura, física claro.
Vai ser interessante ver quanto é que um "clone" de Marques Mendes (tem todas as suas virtudes e defeitos) vale eleitoralmente. Será o princípio do fim de Marques Mendes?
O nome parece não augurar nada de bom: "Negrão", a ver vamos.
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João Marques
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terça-feira, 15 de maio de 2007
Pingue-pongue (parte I)
Assim se chama o espaço de debate diário do jornal "Público", em que Helena Matos e Rui Tavares se degladiam saudavelmente em curtas mas incisivas crónicas.
O que me levou a escrever sobre este espaço foi o "reality check" único produzido por Helena Matos hoje mesmo.
Uma das grandes dificuldades com que a Europa e, mais concretamente, a União Europeia se tem deparado é a resposta a dar aos fenómenos de violência interna que vão assolando, com maior ou menor intensidade, os países membros. Vivemos numa época "sui generis" em que o relativismo moral parece um absoluto, o que constitui uma das mais caricaturais antinomias do ocidente moderno. Vivemos presos num "colete de forças" axiomático que, curiosamente, por nós foi criado. Antes que se disparem as customeiras críticas de que o mundo não é só a preto e branco, que também há um espaço cinzento onde os valores se confrontam tornando o determinismo inviável, devo dizer que não quero pôr em causa essa existência. O que digo, sim, é que quando confrontados com o preto ou o branco, não podemos procurar subterfúgios, tácticas subreptícias, quase conspiratórias, que invariavelmente apontam como culpados os suspeitos do costume - a Sociedade e as suas injustiças. Vamos a ver, quando um crime é cometido, alguém é julgado e condenado, cumprindo a sua pena, assim reafirmando a paz social e, esperançosamente, convertendo-se em alguém melhor que não irá reincidir no mesmo comportamento, somos forçados a ver aí um sucesso e mais, Justiça. Não fazemos qualquer tipo de distinção se o crime foi cometido por alguém de esquerda ou de direita, se por rico ou pobre (embora tal possa servir como algo a considerar na medida da pena do agente), em suma, se o crime é bom ou mau. O crime é em si mesmo um mal, se assim não fosse não reagiria a sociedade com tanta veemência contra ele. Ora se assim é, pergunta-se, porque é que de cada vez que acções criminosas como as que aconteceram em bairros problemáticos em França, ou mais recentemente entre nós, em Lisboa (na célebre Rua do Carmo), merecem um sem número de explicações sociológicas, redundando numa espiral de argumentos que convencem tanto quanto as acções que lhes deram origem. O objectivo óbvio parece claro, desculpabilizar e fazer gincana política com essas situações sempre a favor dos mesmos, a esquerda e extrema esquerda.
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João Marques
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05:22
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Pingue-pongue (parte II)
Porquê a esquerda perguntar-se-á? Esquecendo as origens históricas que a fundaram, os seus princípios jacobinos ou girondinos, o que parece poder afirmar-se é uma coisa, a causa gira em torno da invariável tendência para a colectivização, para o pensamento de grupo e desconsideração do indivíduo. O célebre mandamento kantiano do Homem como fim em si mesmo é estranho à esquerda, de uma tal forma que esta se opõe a tudo quanto resulte numa afirmação desse indivíduo, positiva ou negativamente. Exemplo mais claro desta repulsa "leninista" é aquele que vimos de explanar - o do crime e o da sua resposta. Concerteza que os factores sociais influem em muitos desses comportamentos, agora, não menos certo é a responsabilidade de pessoas adultas, responsáveis quer social, quer penalmente e às quais devemos reconhecer, nem que por defeito, capacidades mentais. Ou seja, não podemos desculpabilizar problemas reais, não nos podemos resguardar numa atitude pró-negativa, rejeitando as factualidades que nos atormentam. Sem dúvida alguma que é imperioso combater as causas sociais que incentivem eventuais focos de violência (não somente por causa disso, mas também por isso), contudo não devemos nunca permitir que tal combate nos tolde a razão e nos limite a acção. Sejamos claros, a violência é um mal em si mesmo e como tal deve ser combatida, o meio primordial para combater a violência a jusante é, não tenhamos dúvidas, a repressão, logo é o meio a utilizar. Quanto às "canalhices" a que Sarkozy se referiu há uns meses e que muitos de esquerda dizem ser o reflexo do homem que as proferiu, há sempre algo que parece roçar o ridículo em tais impropérios, quanto mais não seja pelo facto de colarem a quem os "vomita" uma cumplicidade absolutamente inaceitável com os agentes da violência. Então, e recorrendo às sábias palavras de Helena Matos, só me resta perguntar: "...porque custa tanto dizer que são criminosos aqueles (...) que se portam como canalhas? E que como todos os canalhas escolhem para alvos os mais pobres e os mais frágeis?". Não nos esqueçamos que, como bem nota Helena Matos, as grandes vítimas destes actos animalescos são pessoas como qualquer um de nós que, de um momento para o outro vêem o seu carro incendiado, a sua loja vandalizada, sem que ninguém marche por eles, sem que ninguém por eles se indigne. E isto não merece tanta ou mais atenção do que os adjectivos (justamente) utilizados por quem impotentemente assiste ao caos. Não sejamos hipócritas, se há alguém que, ao ver reproduzida esta barbárie, não se indigne e não grite bem mais do que "canalhas", então o seu código de valores está, mais do que desadequado, obsoleto.
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João Marques
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segunda-feira, 14 de maio de 2007
Maternidade precoce
Faz hoje 73 anos a mãe mais nova de sempre. Aos 5 anos teve o seu primeiro filho.
A história aqui
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João Marques
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domingo, 13 de maio de 2007
E se...

E se o CDS concorrer em coligação com o P.S. para a Câmara de Lisboa...
P.S.: Começa aqui uma série de "e se(s)" sobre as próximas eleições em Lisboa.
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João Marques
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01:52
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Ouisboa
Pois é, ao que parece o rumo do PSD está nas mãos de um conjunto de pequenos freaks. Não me entendam mal, mas já não bastava termos um líder de metro e meio, agora surge um putativo candidato que nem consegue pronunciar o nome da Câmara a que concorrerá. Atenção, nada tenho a opôr ao mérito e trabalho de Seara, no entanto, já o imaginaram num comício a gritar Ouisboa, Ouisboa. Esperemos melhores dias.
Vejam a confirmação (provisória) da candidatura aqui
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João Marques
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