sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Tá bem posto sim senhor

"O tempo é um inimigo subtil, que nos ataca fugindo"

domingo, 19 de outubro de 2008

Contra o preconceito


Cantava assim Aznavour, em 1972...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

As petrolíferas amam a Terra mais do que nós!

"Há muitas pessoas que falam no seu amor pela Terra, mas quantas delas é que verdadeiramente a penetraram" - Stephen Colbert, no Colbert Report sobre as petrolíferas.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Há uma coisa óptima em viver num país de analfabetos e iliterados

Na biblioteca há sempre o livro que queremos.

sábado, 20 de setembro de 2008

40º

Segunda-feira de Julho, Residência Costellazioni, 12:00.
Dia de tréguas nas guerras Erasmus, nada de festas, nada de batalhas pelo ceptro de melhor catalisador humano do mundo, só resta o silêncio.
Acordo para o marasmo, entristecido de antemão por saber que só eu não tinha aulas naquela manhã (ou pelo menos era o que eu fazia crer a mim mesmo).
Dou por mim, portanto, sem obrigações. Nada a fazer, nada para fazer.
Próximo passo, sair da cama. São já 1:15. Penso para mim, "a esta hora já nem com patins chego a tempo de comer na cantina" (fechava às 2:30).
Para cada problema há (pelo menos) uma solução. Abro o frigorífico, nunca o Sara fora tão gelado.
40º lá fora, espera-me um caminho de 200 metros até ao supermercado (saudoso Coop onde uma venezuelana, que vivia na residência, trabalhava. Tanto colatelo papei, pagando-o ao preço do vulgar prosciuto. Obrigado Cris!). Cada passo é um quilómetro, cada metro uma odisseia. O suor escorre em cascata. Não quero saber, os outros também hão-de suar e acabei de tomar banho.
Chego finalmente ao meu destino, entro no céu, ar condicionado a toda a potência. Pego na pequena cesta e faço-me à aventura dos prazeres. Pego em tudo, iogurtes Muller, fruta, pão de forma Mulino Bianco (do pacote laranja que é mais fofo), sortido da mesma marca. Charcutaria, ora venha de lá mais um etto (cerca de 100 ou 150 gramas, nem me lembro bem) de colatelo, ao preço de amigo está claro, mortadela e salame milano. É dia de festa, venha a pancetta.
Morro de fome, mas já não há água em casa, toca a pegar num "six-pack" que lá não havia garrafões.
Pago e de novo me faço herói, ao caminho que se faz tarde.
Prestes a chegar, ensopado no meu próprio lodo, sou parado por dois amigos (ela francesa, ele italiano) que inacreditavelmente conversam amenamente, prostrados a um sol abrasador. "Uau che carino sei oggi" diz-me ela. E eu, "iobrigadinha, mas tá um calor de morte e ainda não almocei, elogias-me mais logo" (em italiano, pois com certeza).
Passo o cartão no leitor que dá acesso à entrada, a porta abre-se. Finalmente cheguei!
Almoço sozinho no quarto e espero que o Andrea acorde (para o que deveria faltar 1 hora).
Desço, falamos de tudo e de nada, esperamos que cheguem os outros e às 7 vamos todos ao café Rally beber uma cerveja.
Jantamos, rimos, calamos e de novo regressamos ao Rally, desta feita para um belo café com gelo.
É uma e meia da manhã, estão ainda 28º, mas é tempo de descanso. O dia termina porque nós assim o quisemos.
Amanhã há aulas.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008



Este é um blog pessoal e quando escrevo algo é porque me apetece. É para mim mas também para todos os que tropeçam aqui.
Com isso em mente posto este aviso, depois de exilado durante quase 5 meses, estou de volta e com força pró trabalho.
Até já, sim roubei isto à TMN, mas também ao que eles já me roubaram nem quites ficamos...

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Nothing but the truth



O programa chama-se "Nada além da verdade", é uma cópia do original americano "Nothing but the truth" e passa as domingos no canal brasileiro SBT (Sistema Brasileiro de Televisão). Consiste, no seu âmago, em humilhar alguém (ao que parece uma celebridade) suficientemente estúpido que se preste a um teste de detector de mentiras sobre a sua própria vida. Será que o actor X roubou, matou, violou, copiou, etc. À verdade corresponde um prémio em dinheiro.

O que me leva a escrever sobre este mórbido programa, bem ao estilo da televisão sul americana, nem é tanto o conteúdo, nem o ambiente "Big Show SIC", mas antes o protagonista, o apresentador Sílvio Santos.
Supostamente trata-se de uma prestigiada estrela, um apresentador consagrado. Independentemente da valia técnica/artística do mesmo, há um aspecto que me intriga, ou melhor, que me assusta. Este senhor parece ser um ciborgue, metade homem, metade máquina. É que se já é estranho o facto de ele se deslocar com um microfone aparafusado ao peito (ao velho estilo dos vendedores de feira), ainda mais esotérico é o estilo automático, profissional é certo, mas profundamente ensaiado. Parece um daqueles apresentadores dos anos 50, com a voz perfeitamente colocada, sempre sorridente, algo decadente no aspecto. Vocês sabem como é, arranjado por fora, mas aparentemente destroçado por dentro. É como se se tratasse de um autómato que se liga e desliga ao ritmo do programa. No fundo uma personagem criogenicamente preservada e que se tira do frigorífico quando se precisa.

Independentemente dos gostos de cada um, este é um exemplo claro do 3º mundismo dos países que passam os domingos a assistirem a este ópio composto de uma cacofonia de sentidos que mais não pretende do que confundir os que a ele assistem.
Só alguém perdido pode encontrar algo aqui.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

"Príncipe"



4 da tarde, 11 de Fevereiro de 2006, no Café junto ao Palazzo Dei Musei, em Modena. Corriere della Sera nas mãos, tentando praticar o dialecto local e salvá-lo da empedernida pronúncia portuguesa. Na mesa uma chávena com chocolate quente, panna (natas) e uma espécie de smarties como corolário ilógico daquele batido irracional e insensato de calorias.

De repente lembro-me de uma tarefa inadiável e saio disparado. Ao passar defronte à loja dos 300s local algo me chama a atenção e crava os meus sentidos. Volto atrás. É verdade, é mesmo verdade. Lá estão elas, ali, aristocráticas, impondo-se sobre tudo e todo o resto. Na loja há plásticos, geringonças várias, sumos e brinquedos. Mas elas não são como essa rés, a ralé do comércio mundial. Elas elevam-se e reclamam-me. Elas são as bolachas "Príncipe" da empresa Vieira de Castro.

O orgulho de Portugal ali prostrado no meio da plebe, da ralé dos produtos prêt-à-porter.

Foi um choque, um desânimo, mas, ao mesmo tempo, uma alegria encontrar ali um bocadinho de Portugal, nem que fosse na lojinha dos trezentos.
Voltei para casa depressa e mostrei-as e dei-as a provar a todos, estrangeiros e portugueses num exemplo de alma saloia como não há outro.

Enfim feliz.

domingo, 20 de janeiro de 2008

E é nosso parente



Se tudo correr bem e se este homem conseguir os apoios que merece, dentro de poucos anos veremos um português na Fórmula 1 com condições para lutar por lugares muito aceitáveis.
Entretanto, vamos lendo como correm as experiências pré-oficiais.